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Contra a politização na SMS

‘A esperança que a classe médica teve em relação ao novo prefeito de Maceió, JHC, foi tanta que havia entre nós, ingenuamente, a expectativa de recebermos em primeira mão o nome do provável secretário de saúde da nova gestão. E quem sabe, sonhando mais alto ainda, podermos opinar na indicação de algum colega com bom trânsito no meio, além de também  preencher requisitos técnicos e  outros valores agregados. Pra nossa surpresa (ou seria melhor dizer...choque de realidade), a novidade foi revelada através das redes sociais. Ao que parece, o titular da pasta já está consolidado: Pedro Madeiro, engenheiro pós-graduado em gestão do SUS. Já esteve ao lado de outros prefeitos do interior, respondendo pela saúde, mas há controvérsias quanto ao relacionamento dele com os servidores, principalmente em Penedo. Mas o que nos causou estranheza mesmo, e chegou como ducha de água fria, é que prevaleceu o critério de indicação política em detrimento da técnica, diferente do que vinha sendo dito na campanha. Nós acreditamos na ilusão, e acordamos com essa notícia. Resta, agora, seguir nosso propósito de lutar para restabelecer a valorização do trabalho médico. Implica, entre outras coisas, exigir respeito ao Plano de Cargos e Carreira, que é lei, e como tal, legitima anuênio; progressão por tempo de serviço e titularidade; gratificação de insalubridade; reajuste anual; e outros direitos. Nossa luta se mantém firme. Inclui, também, estrutura física e logística operacional para que os serviços fluam naturalmente. Precisamos, por exemplo, de unidades abastecidas; de agentes de segurança para interceder diante de ameaças de violência, auxiliando a viabilizar um atendimento sem riscos à integridade física de todos que transitam nos postos, afinal, em determinados locais a violência é tanta que já houve até ameaça de morte, em pleno expediente de trabalho. Médicos e demais servidores têm sido vítimas de agressores, com omissão do poder público, apesar das denúncias do Sinmed. Continuaremos na defesa de condições adequadas para um atendimento de qualidade. O que queremos, com isso, é a promoção da saúde pública, é dignidade. É necessário que os gestores estejam alinhados nessa mesma perspectiva, que é apartidária, e segue pilares básicos para uma assistência básica eficaz. Em linhas gerais, esse é o desafio. Se o futuro gestor será capaz de dar resolutividade a essas e outras demandas só o tempo dirá, afinal, pelo que já percebemos, tudo é uma incógnita. Evidentemente, acreditando do ou não na capacidade de gestão, torcemos pela assertividade, afinal, será bom para todos os maceioenses. Enfim, que as surpresas sejam agradáveis.’

Marcos Holanda, presidente do Sinmed

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