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Mais obstetras na assistência ao parto, não doulas...

Poucos dias depois da ação movida pelo Conselho de Medicina contra o caso dos enfermeiros que estão colocando DIU, ato privativo do médico, agora surgiu outra novidade tão absurda quanto: virou lei em Alagoas a presença de doulas no atendimento ao parto. É, no mínimo, um retrocesso. Ao invés de primar pelo trabalho do obstetra e do neonatologista, ampliando o quadro desses profissionais nas salas de parto, os parlamentares preferiram abrir espaço para o amadorismo. Uma brecha capciosa, que pode levar o governo a reduzir ou dispensar médicos para priorizar mão de obra econômica. E o pior: mascarando essa verdade com a ‘cortina’ da humanização. Muito triste testemunhar essa realidade. É como obrigar todo mundo a ser cúmplice do engodo. Sabemos que onde tem médico, o trabalho de doulas é absolutamente desnecessário, não soma em nada. O ideal seria exigir o direito (que toda mulher tem) de acesso ao obstetra desde a confirmação da gravidez até o nascimento do bebê, que por sua vez, também tem direito a um neonatalogista imediatamente ao nascer.  O Sinmed repudia a aprovação do projeto das doulas e teme pelo retrocesso que pode prejudicar a qualidade da assistência, embora, nesse primeiro momento, estejam subestimando os riscos que essa novidade representa à sociedade, especialmente à população mais pobre.   

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