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Saúde Pública em ano eleitoral

Em ano de eleição  o gestor mostra ‘resolutividade’ para tudo, e graças a ação dos marqueteiros,  o pouco que se faz ganha o efeito maximizado. No PAM Salgadinho, por exemplo, há mais de dez anos a população clamava pela reabertura do Laboratório de Análises Clínicas de Maceió, reinaugurado na última quinta-feira.  Os anseios dos usuários vão  além.  Inclui condição de trabalho para os médicos prestarem atendimento adequado, farmácia abastecida, manutenção contínua nos equipamentos e acessórios  de diagnóstico,  bem como acesso às especialidades.

O Salgadinho ainda padece de antigas carências. Está há mais de oito anos sem agulhas de acupuntura - impossível o  acupunturista trabalhar. No setor de ginecologia e obstetrícia um item simples, como a bata que as mulheres devem usar para ir à mesa de exames, é artigo de luxo. Até mesmo a maca se mantém 'nua': nunca tem toalhas descartáveis para forrá-la a cada troca de paciente.

 Deficiência geral

Enfim, na capital e no interior a deficiência é geral na saúde pública. Onde tem oftalmologista, acredite, não tem equipamentos que permitam ao especialista fazer um diagnóstico sequer. E onde tem sala de pequenos procedimentos cirúrgicos, as máquinas são como elefantes brancos –  ficam sem uso, à espera de  alguns detalhes para que o conjunto da obra  possa entrar  em  operacionalidade.

Onde tem otorrinos  o atendimento só existe porque os especialistas usam seus próprios instrumentos para ouvir e examinar nariz, garganta e ouvido. Os cardiologistas também só conseguem fazer o básico num ambulatório público. Ainda assim, porque também usam os instrumentos comprados do próprio bolso - do contrário não fariam nada. Muitas vezes, falta até bolas de algodão, e a farmácia dos postos raramente tem medicação. É comum faltar até papel para xerocar a última folha do receituário. Isso mesmo - o gestor deveria arcar com o serviço de impressão gráfica dos blocos  de anotação da receita. Para prescrever, o profissional tem que fazer cópia -, muitas vezes o papel é doado pelos pacientes. Mas na propaganda do governo tá tudo resolvido.

São Vicente

O Hospital  São Vicente está se estruturando: a negociação entre gestores e Ministério Público  definiu que a emergência do hospital vai continuar funcionando 24h. A Secretaria de Saúde de União dos Palmares fez um aditivo no contrato de serviços de saúde com o HSVP ajustando no Plano Operativo Anual (POA), resultando no aumento de recursos financeiros para cobrir  a demanda de  procedimentos. Já os municípios da 3ª Região acertaram realizar avaliação técnica para a viabilidade de remanejamento na Programação Pactuada Integrada (PPI) e nas Autorização de Internação Hospitalar (AIH), visando equilibrar as necessidades da região.

Insegurança nos postos

Apesar da propagando do governo do Estado enaltecer o Projeto Ronda no Bairro, os postos de saúde continuam na mira dos bandidos. Essa semana o ataque foi em Rio Novo, comunidade do ABC, onde renderam seis funcionários – entre médicos, enfermeiras e técnicas de enfermagem - da Unidade de Saúde da Família José Bernardes Neto. Dois homens armados levaram celulares, bolsas, correntes, alianças, dinheiro e cartões de crédito dos funcionários e pacientes.

 

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